9% dos professores públicos no Brasil não têm qualificação completa
Percentual é próximo da média da OCDE; relatório aponta falta de docentes por região e disciplina.

9% dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025.
A OCDE projeta queda de 3% no número de crianças de 5 a 14 anos entre 2024 e 2033, o que tende a reduzir a demanda por professores.
O indicador considera professores sem diploma, sem certificação ou sem formação pedagógica.
A contratação de professores não qualificados ocorre frequentemente por escassez de profissionais.
Dificuldades de recrutamento são maiores em áreas remotas e vulneráveis, especialmente em matemática e ciências naturais.
Entre 2015 e 2024, o número de docentes nos anos iniciais cresceu 4%, enquanto as matrículas caíram 7%.
Em 2022, 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão por aposentadoria ou demissão; a média da OCDE foi 6,4% no ano letivo 2024-2025.
Em 2022, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com as condições de trabalho; a média da OCDE era 68,4%.
Sobre salários, 22,3% dos docentes brasileiros estavam satisfeitos em 2022; a média da OCDE era 38,7%. O Ministério da Educação afirma manter política de valorização salarial e destaca o Piso Nacional do Magistério, atualmente em R$ 5.130,63.
9% — professores sem qualificação completa no Brasil (2024-2025)
9,1% — média da OCDE
3% — projeção de redução de crianças de 5 a 14 anos (2024–2033)
4% — aumento de docentes nos anos iniciais (2015–2024)
7% — queda de matrículas (2015–2024)
10,3% — saída de professores qualificados no Brasil em 2022
6,4% — taxa média de saída na OCDE (2024–2025)
44,3% — satisfação com condições de trabalho nos anos finais (Brasil, 2022)
68,4% — média OCDE de satisfação (2022)
22,3% — satisfação com salários no Brasil (2022)
38,7% — média OCDE de satisfação salarial (2022)
R$ 5.130,63 — Piso Nacional do Magistério (valor atual)
“O professor é decisivo para a aprendizagem. É ele quem percebe onde cada estudante encontra dificuldades, adapta o ensino e ajuda a transformar conhecimento em possibilidades de vida,” disse Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco.
O relatório analisa causas da falta de docentes e seus impactos nos sistemas educacionais, destacando concentração das dificuldades por região e disciplina.