Abin classifica risco como alto para ameaças ao processo eleitoral entre 15 e 24 de setembro de 2026
Documento de 18 de setembro aponta crescimento de grupos radicais após sessão do STF em 15 de setembro e recomenda monitoramento ampliado.

Abin classificou como alto o risco de ameaças à segurança do processo eleitoral no período entre 15 e 24 de setembro de 2026 em relatório produzido em 18 de setembro.
O documento registra aumento expressivo da atividade de grupos radicais em WhatsApp e Telegram após a sessão extraordinária do STF em 15 de setembro, quando a Corte debateu a conduta do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, e recomenda ampliar o monitoramento preventivo.
A análise identifica a narrativa de “nepalização” — referência aos protestos violentos no Nepal em setembro de 2025 — sendo utilizada por grupos extremistas como exemplo de mobilização contra autoridades e instituições.
A Abin também verificou que as articulações extrapolam o ambiente digital e destacou atuação do crime organizado em municípios com nova interferência territorial, o que pode afetar a liberdade de atuação de candidatos e a normalidade do processo eleitoral.
A recomendação do relatório aponta atenção especial às cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, onde a movimentação foi identificada como mais intensa, para evitar que discursos radicais evoluam para ações concretas contra instituições democráticas.
O relatório não aponta ataques em andamento, mas descreve um ambiente de tensão crescente, com ampliação de discursos radicais, busca por estratégias de mobilização e identificação de potenciais alvos ligados ao Poder Judiciário e a outras instituições públicas.
Especialistas em segurança institucional ouvidos no documento dizem que o alerta demonstra necessidade de vigilância permanente e de cooperação entre agências de inteligência, forças de segurança e a Justiça Eleitoral.
O relatório já foi compartilhado com o Tribunal Superior Eleitoral e outros órgãos de segurança para permitir uma resposta coordenada diante de possíveis ameaças à estabilidade institucional e à integridade do sistema democrático.