Adson Batista defende fim das casas de apostas, mas quer respeitar contratos
Presidente do Atlético-GO pede retirada das bets ao término de contratos e ajuste financeiro dos clubes

Adson Batista defende o fim das casas de apostas no Brasil, com respeito aos contratos já assinados.
Ele pediu que, ao término desses contratos, as bets sejam retiradas do país e os clubes reorganizem seus orçamentos para a nova realidade financeira.
A declaração veio após a derrota por 1 a 0 para o São Bernardo, na 29ª rodada da Série B; Adson é presidente do Atlético Clube Goianiense.
Adson citou a intenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, de avançar contra plataformas de apostas e relacionou as bets ao endividamento e à dependência de jogadores.
O dirigente afirmou que, se as empresas saírem, não podem continuar usando comercialmente os clubes: “Então não usa nunca mais o Atlético Goianiense.”
O vice-presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo, classificou possíveis restrições como “medida eleitoreira” e alertou que o clube pode perder cerca de 20% da arrecadação anual.
Clubes têm defendido a manutenção do mercado regulamentado por temerem impacto em contratos, patrocínios e outras receitas do futebol.
Adson também criticou os gastos do futebol brasileiro, relacionou as apostas a casos de manipulação envolvendo jogadores e pediu readequação financeira.
1 — placar do jogo Atlético-GO 0 x 1 São Bernardo
29ª rodada — fase da Série B em que ocorreu a partida
20% — perda aproximada da arrecadação anual apontada pelo Vila Nova
“Eu sou contra também as bets. Acho que nós precisamos respeitar os contratos que estão assinados, as placas, porque tudo tem um planejamento”, disse Adson Batista sobre o tema.
Ele pediu que qualquer mudança seja feita no médio e longo prazo, preservando compromissos vigentes e permitindo que os clubes ajustem seus orçamentos.