Armando Monteiro pede proteção à indústria contra importações predatórias
Ex-ministro defende medidas temporárias que compensem o Custo Brasil sem premiar a ineficiência

Armando Monteiro afirmou no Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo, que o Brasil precisa proteger setores industriais afetados por surtos predatórios de importação.
Ele disse que as medidas devem evitar criar incentivos permanentes à ineficiência e ser reavaliadas conforme a evolução do Custo Brasil.
A declaração foi dada nesta terça-feira (29) durante o Congresso Aço Brasil 2026, no Transamérica Expo Center, que ocorre em 29 e 30 de setembro em São Paulo; Monteiro presidiu a CNI e foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Monteiro citou o Custo Brasil como conjunto de dificuldades econômicas e burocráticas que aumentam a desvantagem do produtor nacional e justificam defesas comerciais calibradas.
Ele também mencionou “surtos predatórios de importação” provocados por mudanças nos fluxos do comércio mundial, como o aumento de tarifas dos Estados Unidos, que deslocam mercadorias para o mercado brasileiro e pressionam produtores nacionais.
“Não é uma mera reivindicação de proteção pela proteção ou um pacto com a ineficiência. Trata-se de reconhecer que não é justo impor aos jogadores uma regra que desconsidere as desvantagens de um deles,” disse Monteiro durante a entrevista.
Monteiro foi ministro de 2015 a 2016; foi deputado federal por Pernambuco de 1999 a 2011; senador de 2011 a 2019; e presidiu a Confederação Nacional da Indústria de 2002 a 2010.
29 e 30 de setembro — datas do Congresso Aço Brasil 2026
36ª edição — número da edição do Congresso Aço Brasil
Transamérica Expo Center, São Paulo — local do evento
O Congresso continua nesta quarta-feira (30) com painéis e debates do setor do aço.