Brasil defende produção regional e acesso equitativo a medicamentos na ONU
Secretário-executivo Adriano Massuda representou o país na reunião sobre Aids e pandemias na Semana de Alto Nível, em Nova York.

O Ministério da Saúde iniciou nesta quarta (23) a participação na Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
A programação da pasta no evento segue até sexta-feira (25), com agendas sobre produção de tecnologias de saúde e cooperação internacional.
Adriano Massuda, secretário-executivo do Ministério da Saúde, representou o Brasil no evento “Liderança Africana e Produção Regional de Medicamentos de Ponta para Aids e Outras Pandemias”, promovido pelo UNAIDS.
Massuda defendeu a ampliação do acesso a medicamentos e o fortalecimento da produção regional de tecnologias de saúde.
Ele apresentou a experiência brasileira na resposta ao HIV/Aids, baseada no Sistema Único de Saúde (SUS), na oferta universal e gratuita de medicamentos e na participação da sociedade civil.
Massuda afirmou que “não podemos aceitar uma arquitetura global de saúde em que os países sejam apenas receptores da inovação”, defendendo transferência de tecnologia, licenciamento voluntário e produção regional.
O texto citou a certificação da OMS, em 2025, pela eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, atribuída à ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS.
Massuda mencionou a Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, lançada durante a presidência brasileira do G20, como estratégia para fortalecer capacidades produtivas.
O Brasil reiterou disposição para cooperação Sul-Sul com parceiros africanos, incluindo intercâmbio de conhecimentos, fortalecimento institucional e formação de profissionais de saúde.