Canetas emagrecedoras podem entrar no SUS com orçamento de R$ 1,5 bilhão
Ministério da Saúde estima redução de 80%–90% no preço e pediu avaliação à Conitec esta semana

Canetas emagrecedoras podem ser incorporadas ao SUS com custo estimado de R$ 1,5 bilhão por ano.
O Ministério projeta redução de 80% a 90% no preço graças à escala de compras do SUS e à produção nacional.
O preço nas farmácias já caiu cerca de 70% em menos de um ano; o uso passou de ~400 mil para mais de 750 mil pessoas por mês.
Em 2026 foram registrados 16 novos produtos, incluindo genéricos e similares, e ao menos quatro são produzidos no Brasil.
O Ministério da Saúde diz que medidas desde 2025 — barrar prorrogação de patente, viabilizar produção nacional e convocar fabricantes — ampliaram a oferta; o ministro é Alexandre Padilha.
"Deixou de ser só para ricos", afirmou o ministro Alexandre Padilha sobre o acesso aos medicamentos.
A iniciativa está alinhada a recomendações recentes da OMS sobre terapias baseadas em GLP-1 e à integração com ações de alimentação e atividade física.
As atividades da Academia da Saúde passaram de 331,6 mil em 2022 para 492,1 mil em 2025 (alta de 48,5%); a política prevê 582 novos estabelecimentos em 448 municípios, com investimento de R$ 80,7 milhões.
O Ministério apresentou esta semana um pedido de avaliação das canetas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec); a próxima etapa é a avaliação técnica da Conitec.