Centro Cultural de Aruanã expõe e vende artesanato de Buridina e Bdeburé
Projeto é financiado pelo PSA Comunidades Tradicionais da Semad, que prevê R$ 18 milhões para iniciativas no Cerrado

O Centro Cultural Indígena de Aruanã expõe e comercializa artesanatos das aldeias Buridina e Bdeburé.
A comercialização gera renda familiar e integra ações financiadas pelo PSA Comunidades Tradicionais, programa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).
As peças, feitas com fibras e barro, são produzidas por famílias das aldeias e o centro recebe visitantes interessados na cultura local.
A presidente da Associação das Aldeias Buridina e Bdeburé, Mayalu Ratamaroe, afirmou que o espaço vai receber fotografias de gerações anteriores para preservar e apresentar a história local; ela é filha da cacique Valdirene Mahudike.
O PSA Comunidades Tradicionais prevê R$ 18 milhões para financiar projetos de comunidades indígenas e quilombolas que conservam o Cerrado em seus territórios.
Cada comunidade se inscreve e, se habilitada, apresenta iniciativas prioritárias; propostas aprovadas viram projetos financiados pela Semad.
O valor a cada comunidade é calculado por critérios como área de vegetação nativa preservada e número de moradores do território.
Recursos do PSA podem financiar saúde e bem-estar, turismo, artesanato e biojoias, cultura, sagrado e religiosidade, produtos do Cerrado e agricultura familiar, com acompanhamento técnico e prestação de contas à Semad.
Os projetos podem durar de 12 a 36 meses, e a Semad faz monitoramento técnico com relatórios semestrais.
Publicado em 15 de setembro de 2026.