Como funcionam as pesquisas eleitorais para 2026 em até 40 segundos
Mais de 2.200 levantamentos já registradas até início de setembro; entenda amostra, regras do TSE, margem de erro e quem paga

Pesquisas eleitorais para 2026: mais de 2.200 registros no sistema do TSE até o início de setembro; o número deve subir.
Em 2022 foram quase 3.000 pesquisas registradas, referência de comparação para 2026.
João Francisco Meira, presidente do Conselho de Opinião Pública da Abep, explica que pesquisas usam amostras para replicar o todo; pesquisas presidenciais aplicam cerca de 2.000 entrevistas, o que representa 0,0013% do eleitorado brasileiro.
Definir a amostra exige cobrir diversidade de profissão, escolaridade, renda, religião, idade, gênero e local de votação; entrevistadores perguntam esses dados para checar representatividade, diz Meira.
O questionário é elaborado por pesquisador qualificado e deve evitar palavras e ordens que induzam respostas.
As entrevistas podem ser presenciais (domicílio a domicílio ou em pontos de fluxo), por telefone ou pela internet.
O TSE exige registro das pesquisas; o código de divulgação segue o formato BR-12345/2026 e o registro deve ocorrer cinco dias antes da divulgação.
No registro as empresas precisam declarar quem contratou a pesquisa, quanto foi gasto, de onde vieram os recursos, a metodologia, o período das entrevistas, o questionário e o estatístico responsável com registro no Conselho Regional de Estatística.
Margem de erro é a variação possível do resultado: exemplo — candidato com 10% e margem de erro de 2 pontos pode ter de 8% a 12%.
Grau de confiança indica certeza estatística: em 95% de confiança, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes, 95 resultados cairiam dentro da margem de erro, explica Meira.
Aumentar confiança e reduzir margem de erro só ocorre com amostras maiores, mas manter representatividade com amostras maiores traz novos desafios para os institutos, diz Meira.
Para Meira, informação essencial no registro é saber quem está pagando o levantamento: "empresa de pesquisa não é entidade beneficente".
Eleitor pode conferir no sistema do TSE todos os detalhes do registro antes de considerar a divulgação de uma pesquisa.