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Conselho de Saúde de Goiânia pede investigação sobre redução de credenciados

CMS encaminhou pedido ao MP-GO, TCM-GO e outros órgãos após documentos mostrarem divergência entre Saúde e Fazenda

Redação POLITICA.GO18 de set. de 2026 · 08h331 acesso📲 Enviar no WhatsApp
Conselho de Saúde de Goiânia pede investigação sobre redução de credenciados
Reprodução: goianiaurgente.com.br

O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Goiânia pediu ao MP-GO e ao TCM-GO apuração sobre redução de profissionais credenciados na rede municipal de Saúde.

A medida tem impacto direto no financiamento: a Secretaria da Fazenda informou que, a partir de setembro, o Tesouro Municipal passaria de cerca de R$ 10 milhões para R$ 4 milhões mensais para pagamento desses credenciados.

A decisão do CMS foi aprovada em plenária extraordinária realizada na quinta-feira (17), após troca de documentos entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) que revelou interpretações diferentes sobre o corte.

No fim de agosto a Sefaz comunicou à SMS a mudança no aporte; em 4 de setembro o secretário de Saúde, Luiz Pellizzer, enviou ofício determinando redução emergencial do quadro de profissionais credenciados, com critérios a serem definidos por cada chefia.

Em 8 de setembro o CMS cobrou de Pellizzer detalhes sobre percentuais, fundamentos técnico-financeiros e os números de profissionais antes e depois da reorganização; até o relato da apuração a SMS não havia respondido.

Em ofício de 11 de setembro o secretário da Fazenda, Oldair Marinho, disse que houve equívoco na interpretação: a orientação seria buscar emendas federais e estaduais para compor o custeio e, à medida que esses recursos entrem, reduzir a participação do Tesouro, mantendo o total destinado.

A presidente do CMS, Flaviana Alves Barbosa, justificou que as informações são necessárias para o acompanhamento, fiscalização e controle social das ações e serviços públicos de saúde.

Relatos apresentados na plenária indicaram efeitos já percebidos nas unidades: sobrecarga de trabalho e maior pressão sobre profissionais que permanecem em atividade; o CMS quer apurar extensão e número de afetados.

R$ 4 milhões — valor que a Sefaz indicou que o Tesouro poderia destinar a partir de setembro

R$ 10 milhões — valor aproximado que o Tesouro vinha destinando mensalmente antes da mudança

R$ 14 milhões — despesa estimada mensal com profissionais credenciados

71,5% — parcela do custo que vinha sendo paga pelo Tesouro Municipal

R$ 2 milhões — exemplo usado pela Fazenda para ilustrar redução proporcional do aporte do Tesouro

"As informações são necessárias para que o órgão possa exercer suas funções de acompanhamento, fiscalização e controle social", disse a presidente do CMS, Flaviana Alves Barbosa, durante a plenária.

O próximo passo é a apuração pelos órgãos de controle solicitada pelo CMS e a expectativa do conselho de receber respostas da SMS sobre critérios, percentuais e números solicitados em ofício de 8 de setembro.

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