Cuba perde US$ 8 bilhões (≈R$ 41 bi) com embargo entre mar/2025 e fev/2026
Ministro Bruno Rodríguez diz que valor cresceu 7% e que bloqueio energético piorou a escassez de combustíveis.

Cuba registrou perdas superiores a US$ 8 bilhões (aprox. R$ 41 bilhões) entre março de 2025 e fevereiro de 2026 por causa do embargo dos Estados Unidos.
O montante representa alta de 7% em relação ao ano anterior e não inclui danos do bloqueio energético, que se agravou nos últimos meses.
O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que o bloqueio "não pune um governo; pune o cotidiano de um povo em todos os seus aspectos"; a atual administração americana impôs um bloqueio petrolífero e ameaçou sancionar países que forneçam petróleo à ilha.
Desde a década de 1960 Cuba enfrenta um bloqueio econômico; a pressão aumentou com medidas da gestão de Donald Trump e sanções adicionais implementadas em maio, que levaram ao fechamento de empresas nos setores de turismo e mineração.
Relatos apontam que, desde janeiro de 2026, apenas um petroleiro russo atracou em portos cubanos, contribuindo para escassez de combustíveis; os cortes afetam saúde, abastecimento de água e eletricidade, e causam apagões de mais de 60 horas consecutivas.
A economia cubana tem 9,4 milhões de habitantes; a queda do turismo e a saída de empresas estrangeiras reduziram receitas e investimentos, provocando inflação, escassez de alimentos e medicamentos e demissões no setor hoteleiro.
Especialistas indicam que as novas sanções e a pressão sobre empresas elevam custos operacionais e fecharam negócios especialmente em turismo e mineração; um analista afirmou que "as consequências das sanções se estendem muito além dos números".
O governo busca parcerias com aliados como a Rússia e avalia investimentos em energias renováveis, mas enfrenta falta de financiamento; estimativas apontam risco de colapso total do abastecimento energético no próximo ano se as restrições continuarem.