Daniel Vilela acusa governo federal de causar prejuízos a Goiás
Governador diz que divergências políticas travaram repasses e obras, e levou Estado a bancar projetos estratégicos desde 2023.

O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) afirma que o governo federal misturou divergências políticas com gestão administrativa, causando prejuízos a Goiás.
Vilela aponta que a falta de apoio da União obrigou o Estado a assumir financeiramente obras prioritárias do Novo PAC apresentadas em janeiro de 2023.
Em janeiro de 2023 o governo de Goiás apresentou três pilares do PAC: o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás (Cora), o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã e a implementação do BRT ligando Santa Maria (DF) a Luziânia.
O Cora recebeu investimento estadual de R$ 255,9 milhões, foi inaugurado em setembro de 2025 e, em um ano, realizou mais de 34,7 mil atendimentos com início de tratamento em menos de 72 horas.
O Vão do Paranã deixou de receber repasses federais previstos em R$ 300 milhões; o Estado firmou parcerias com instituições de ensino e pesquisa e hoje o projeto atende 82 produtores em 164 hectares.
O BRT entre Santa Maria e Luziânia ainda não saiu do papel três anos após a proposta; o projeto afetaria cerca de 224 mil pessoas no Entorno do DF e Goiás fechou um termo de cooperação com o Distrito Federal para avançar estudos técnicos.
Em outubro de 2025 o governo de Goiás acionou o Supremo Tribunal Federal para questionar critérios de distribuição de verbas de média e alta complexidade, alegando prejuízo superior a R$ 1,2 bilhão em três anos.
Vilela diz que a postura do Palácio do Planalto fere princípios de um governo republicano e prejudica a articulação da administração estadual iniciada no mandato do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD).