Daniel Vilela cobra Lula por três obras prioritárias para Goiás
Governador diz que União não avançou nos projetos; Estado já investiu R$255,9 milhões no Cora e tocou irrigação do Vão do Paranã

Daniel Vilela, governador de Goiás e candidato à reeleição (MDB), cobrou investimentos federais no Cora, no projeto de irrigação do Vão do Paranã e na extensão do BRT até Luziânia.
O atraso federal teve consequência concreta: Goiás assumiu parte das iniciativas e investiu R$255,9 milhões na construção do Cora, inaugurado em setembro de 2025.
O Cora, voltado ao tratamento de crianças e adolescentes com câncer, realizou mais de 34,7 mil atendimentos no primeiro ano e iniciou tratamentos em menos de 72 horas após diagnóstico.
O Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã exigia R$300 milhões em recursos federais em 2023; sem esse aporte, o Estado desenvolve o projeto com universidades e pesquisa, alcançando 82 produtores e 164 hectares irrigados.
A extensão do BRT entre Santa Maria (DF) e Luziânia previa R$420 milhões e atendimento estimado a 224 mil pessoas, mas a obra ainda não entrou em execução; em 2026 Goiás e Distrito Federal firmaram termo de cooperação para estudos.
Daniel questionou também os repasses federais à média e alta complexidade do SUS; em outubro de 2025 Goiás levou ao STF prejuízo alegado de mais de R$1,2 bilhão em três anos, medida contestada pelo governo federal.
"O governo Lula falhou com Goiás", afirmou o governador, defendendo que diferenças políticas não interrompam a relação administrativa entre Estado e União.
O próximo passo é a continuidade dos estudos do BRT e a tentativa de desbloquear recursos federais durante a reta final da campanha eleitoral de 2026.