Debate em Goiás (29) teve farpas entre candidatos e poucas novidades
Evento na TV Anhanguera reuniu Daniel Vilela, Luis Cesar Bueno, Marconi Perillo e Wilder Morais; ausências por regras limitaram o palco.

Debate entre candidatos ao governo de Goiás ocorreu na noite desta terça (29) na TV Anhanguera e teve farpas e poucas novidades de impacto.
Por causa das regras do evento, Luciana Amorim (UP) e Danilo da Silva (PCO) não participaram; o debate deu ao eleitor pouco envolvido a oportunidade de conhecer propostas e posições.
O formato seguiu perguntas pré-definidas, réplicas e tempo curto, o que impediu aprofundamento das respostas e produziu respostas, por vezes, genéricas.
Participaram Daniel Vilela (MDB), Luis Cesar Bueno (PT), Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL); o debate foi promovido pela TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás, na terça (29).
Daniel Vilela defendeu o legado do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e do atual governo, disse priorizar saúde, educação e segurança e afirmou que vai focar em tecnologia para aprimorar serviços públicos e qualificar para o mercado de trabalho, citando Goiás como “hub da inteligência artificial” e o programa IA contra o Crime.
Luis Cesar Bueno, professor e candidato do PT, disse que fará um governo alinhado com o presidente Lula, prometeu valorizar a carreira dos profissionais da educação e atacou Jair Bolsonaro dizendo que ele “nunca fez um banco de praça em Goiás”.
Marconi Perillo reivindicou o legado de suas gestões, acusou Caiado e Daniel Vilela de copiarem programas, disse “Vamos fazer de verdade” e apresentou um programa para ajudar goianos a quitar dívidas de até R$ 10 mil; também cutucou Wilder sobre a necessidade de sua presença no Senado para defender pautas de direita.
Wilder Morais defendeu melhorias na saúde — que, na sua avaliação, “está na UTI” — defendeu porte de arma em propriedades rurais, acusou Luis Bueno sobre invasões de terras e prometeu políticas para fortalecer agroindústria e mineração: “Goiás é um estado rico, mas essa riqueza tem de chegar na ponta, às pessoas”.
29 — data do debate
R$ 10 mil — teto do programa de Marconi para quitar dívidas