Economia

Déficit da previdência de Aparecida chega a R$2,12 bi; prefeitura terá contribuição de 40,96%

Câmara aprovou nesta quinta (22) projeto que aumenta alíquota patronal de 16,5% para 40,96% a partir de 2028

PRedação Política.GO22 de out. de 2026, 18h31· 5 acessos
Déficit da previdência de Aparecida chega a R$2,12 bi; prefeitura terá contribuição de 40,96%
Reprodução: www.diariodeaparecida.com.br

A avaliação atuarial de 2025 apurou déficit de R$ 2.123.611.939,04 no fundo de previdência de Aparecida de Goiânia.

Com a aprovação da Câmara nesta quinta (22), a contribuição patronal municipal ficará em 16,5% em 2026 e 2027 e subirá para 40,96% a partir de 2028.

O levantamento de dezembro de 2024 indicou que o sistema precisava de R$ 3,42 bilhões em reservas matemáticas e tinha cerca de R$ 862 milhões em ativos líquidos.

Depois de compensações entre regimes e outros valores, o montante a amortizar ficou em R$ 2,12 bilhões, obrigação calculada para o longo prazo, não pagamento à vista.

O projeto enviado pelo prefeito Leandro Vilela altera regras de financiamento de aposentadorias e pensões dos servidores municipais.

Os servidores manterão desconto previdenciário de 14%; a parcela para cobertura do déficit saltará de 2,5% para 26,96% a partir de 2028.

Somadas contribuições patronais e dos servidores, a alíquota total chegará a 54,96% após o aumento.

A lei complementar nº 247, de dezembro de 2025, previa contribuição patronal de 34,47% para 2027–2058; a nova proposta revisa o cronograma menos de um ano depois.

R$ 2.123.611.939,04 — déficit a amortizar apurado na avaliação atuarial de 2025

R$ 3,42 bilhões — reservas matemáticas necessárias segundo o estudo

R$ 862 milhões — ativos líquidos do plano registrados no relatório

16,5% — contribuição patronal em 2026 e 2027

40,96% — contribuição patronal a partir de 2028, prevista até 2059

14% — desconto previdenciário dos servidores mantido

“O aumento da contribuição significa que a Prefeitura terá de separar uma parcela maior da folha para cumprir essa obrigação”, disse o contador e economista Marcelo Marques.

Com a aprovação da Câmara, o projeto segue para sanção do prefeito Leandro Vilela; o cronograma prevê redução para 16,9% em 2060, mas poderá ser revisto por leis posteriores.

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