Dívida pública chega a R$ 9,29 tri; parcela ligada à Selic bate recorde
Participação de papéis indexados à Selic subiu a 52,74% em agosto; Tesouro agora projeta 49%–53% da DPF até o fim do ano

A dívida pública federal total foi de R$ 9,29 trilhões em agosto, alta de 0,04% sobre julho.
A parcela de títulos remunerados por taxa flutuante (vinculados à Selic) subiu para 52,74% em agosto e o Tesouro passou a estimar que esses papéis representarão entre 49% e 53% da DPF ao fim deste ano (antes a previsão era 46%–50%).
A fatia vinculada à Selic avançou pelo segundo mês seguido e atingiu a maior marca da série iniciada em dezembro de 2000; em julho estava em 51,11% e em junho em 49,32%.
No início do ano a proporção tinha alcançado o maior nível desde outubro de 2005; o pico de janeiro de 2026 foi 49,42%.
O estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna caiu 0,05% em agosto devido a resgate líquido de R$ 83,90 bilhões, enquanto a alta de juros adicionou R$ 79,66 bilhões à dívida mobiliária.
A Dívida Pública Federal externa subiu 2,41% em agosto, para R$ 348 bilhões.
As instituições financeiras detêm R$ 2,79 trilhões da dívida interna; investidores não residentes aumentaram em R$ 7,22 bilhões o estoque e passaram a ter 9,91% de participação.
O Tesouro revisou o plano de gestão da dívida no fim de agosto, sinalizando expectativa de maior participação de títulos atrelados à Selic nos próximos meses.