Dívida Pública Federal sobe 0,22% em julho e alcança R$ 9,288 trilhões
Apropriação de juros de R$ 89,95 bilhões e juros altos (Selic 14%) impediram queda, diz relatório do Tesouro.

Dívida Pública Federal subiu 0,22% em julho, de R$ 9,268 trilhões para R$ 9,288 trilhões.
O Plano Anual de Financiamento revisado projeta a DPF encerrando 2026 entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) avançou 0,31%, de R$ 8,921 trilhões em junho para R$ 8,948 trilhões em julho; o Tesouro resgatou R$ 61,91 bilhões a mais do que emitiu.
O Tesouro apropriou R$ 89,95 bilhões em juros em julho — a apropriação reconhece a correção dos títulos e, com a Selic em 14% ao ano, pressiona o estoque da dívida.
Em julho o Tesouro emitiu R$ 198,14 bilhões em DPMFi, dos quais R$ 124,11 bilhões foram títulos vinculados à Selic; os resgates somaram R$ 260,05 bilhões por vencimentos, principalmente de prefixados.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 2,12%, de R$ 347,71 bilhões em junho para R$ 340,06 bilhões em julho, influenciada pela queda de 1,92% do dólar no mês.
O colchão da dívida subiu pelo quarto mês seguido para R$ 1,346 trilhão — maior nível desde 2015 — e atualmente cobre 7,81 meses de vencimentos; nos próximos 12 meses vencem R$ 1,76 trilhão em títulos.
O prazo médio da DPF subiu de 4,01 para 4,05 anos, refletindo o intervalo médio de renovação da dívida.
A participação de não residentes na dívida interna caiu em julho em relação a junho, quando estava em 9,95%.