Eleitor mais resistente complica pesquisas para 2026, diz Instituto Voga
Mudança no comportamento exige atenção maior na formação de amostras e na interpretação dos levantamentos eleitorais.

Eleitor está mais resistente a responder pesquisas, avalia Gilmar Pires, presidente do Instituto Voga, em entrevista ao DMTV.
A resistência amplia a necessidade de cuidado na formação de amostras e na interpretação dos resultados pelos institutos.
Gilmar Pires disse que eleitores mudaram a relação com candidatos, campanhas e informações políticas, e que as redes sociais ampliaram militância digital que pode alterar percepção sobre candidaturas.
O presidente do Instituto Voga relatou experiência de campo em que parcela expressiva de mulheres se recusa a responder entrevistas, e afirmou que a recusa também aparece entre homens.
Ele apontou ainda um desgaste do eleitor diante do excesso de pesquisas, especialmente nas plataformas digitais, e afirmou: "Hoje as plataformas estão lotadas de institutos fazendo pesquisa".
Gilmar descreveu o crescimento do eleitor militante nas redes, que pode responder repetidamente a enquetes online para favorecer candidaturas, e disse que os institutos precisam reduzir essas distorções.
A inteligência artificial já é usada em tarefas como elaboração de gráficos e tabelas, mas, segundo Gilmar, ainda não substitui a conferência humana nem prevê resultados eleitorais.
Sobre interpretação de levantamentos, ele resumiu: "É uma amostra", e recomendou verificar metodologia e desempenho anterior dos institutos antes de considerar um levantamento definitivo.
No cenário goiano, Gilmar disse que turismo ganhou espaço no debate político, citando potencial turístico do Nordeste Goiano e destinos como Terra Ronca, Mambaí, São Domingos e Vila São Jorge.
Ele mencionou o candidato Toquinho Moreira e avaliou que defender o turismo como principal bandeira pode ser diferencial eleitoral na região.
Comentando a corrida ao governo de Goiás, Gilmar citou pesquisas que apontam vantagem de Daniel Vilela, mas afirmou que diferentes levantamentos podem dar retratos distintos, e que a disputa pode ou não ser decidida no primeiro turno.
No plano nacional, ele avaliou que a polarização entre direita e esquerda permanece, relacionou isso ao desgaste por crises políticas e institucionais, e disse que esse ambiente pode cansar eleitores.