Emendas não equivalem a voto: 603 votos receberam R$ 2,91 milhões; 3.554 votos, R$ 3,25 milhões
Análise de votos em Piranhas (2018–2022) e emendas ao município (2018–2026) mostra distorções no valor por voto.

Sete parlamentares somaram 603 votos em Piranhas e destinaram R$ 2.910.747,02 ao município.
No recorte, Paulo Cezar Martins teve 3.554 votos e destinou R$ 3.254.310, gerando R$ 915,68 por voto — diferença concreta frente a outros nomes.
Clécio Alves teve 24 votos e destinou R$ 310.747,02; Lissauer Vieira teve 73 votos e destinou R$ 750.000; Lucas do Vale teve 131 votos e destinou R$ 950.000; Rosângela Rezende teve 162 votos e destinou R$ 400.000; Bia de Lima teve 213 votos e destinou R$ 250.000.
Cristóvão Tormin e Alysson Lima obtiveram zero voto em Piranhas no recorte analisado e, ainda assim, destinaram R$ 200.000 e R$ 50.000, respectivamente.
A comparação usa votos para deputado estadual em Piranhas nas eleições de 2018 e 2022 e os recursos destinados ao município entre 2018 e 2026.
O autor escolheu Paulo Cezar Martins como referência: 2.070 votos em 2018 mais 1.484 em 2022, totalizando 3.554 votos e R$ 3.254.310 no período.
R$ 2.910.747,02 — total destinado pelos sete parlamentares com 603 votos
R$ 3.254.310 — total destinado por Paulo Cezar Martins, com 3.554 votos
R$ 12.947,79 — valor por voto de Clécio Alves (24 votos)
R$ 10.273,97 — valor por voto de Lissauer Vieira (73 votos)
R$ 7.251,91 — valor por voto de Lucas do Vale (131 votos)
R$ 2.469,14 — valor por voto de Rosângela Rezende (162 votos)
R$ 1.173,71 — valor por voto de Bia de Lima (213 votos)
"Emenda é dinheiro público. Voto é escolha", escreve João Santana, autor da análise e cidadão piranhense.
O artigo conclui que recursos chegaram sem correspondência direta de votos e que emenda pode ser critério de avaliação, sem gerar obrigação eleitoral.
Leia o artigo integral de João Santana para conferir a conta completa.