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Especialista: cano chega à rua, mas saneamento nem sempre entra em casa

Einstein Paniago diz que metas até 2033 não garantem operação, ligações domiciliares e tratamento efetivo.

Redação POLITICA.GO2 de out. de 2026 · 14h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Especialista: cano chega à rua, mas saneamento nem sempre entra em casa
Reprodução: aguaslindasnews.com.br

O cano chega à rua, mas o saneamento nem sempre chega à torneira da casa do cidadão, afirma Einstein Paniago.

O marco legal fixa metas de universalização até 2033, mas Paniago alerta que ter meta não garante resultado efetivo para residências.

Einstein Paniago é professor, conselheiro federal de Contabilidade (mandato 2026–2029) e especialista em governança, fiscalização e finanças públicas; ele destaca falhas na conclusão, operação e conservação de obras de saneamento.

Segundo Paniago, a rede pode ser instalada até a calçada sem que o ramal domiciliar seja ligado, a água pode ser distribuída irregularmente e o esgoto coletado pode não ser tratado adequadamente.

Ele aponta falta de continuidade administrativa, capacidade técnica, fiscalização, manutenção e integração entre União, Estados e Municípios como causas de fracasso das obras.

Paniago critica o incentivo político em contratar e inaugurar obras — mais visíveis publicamente — em vez de reduzir perdas, ligar ramais e garantir tratamento e manutenção.

O especialista afirma que saneamento impacta saúde pública e condições de vida, e que o sucesso deve ser medido pelo efeito concreto na vida das pessoas, não apenas quilômetros de rede ou volume investido.

"O País já sabe o que precisa ser feito... O que permanece em aberto é se teremos a paciência institucional de concluir", diz Paniago.

2033 — prazo legal para universalização do saneamento

2026–2029 — mandato atual de Einstein Paniago como conselheiro federal de Contabilidade

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