Especialista: cano chega à rua, mas saneamento nem sempre entra em casa
Einstein Paniago diz que metas até 2033 não garantem operação, ligações domiciliares e tratamento efetivo.

O cano chega à rua, mas o saneamento nem sempre chega à torneira da casa do cidadão, afirma Einstein Paniago.
O marco legal fixa metas de universalização até 2033, mas Paniago alerta que ter meta não garante resultado efetivo para residências.
Einstein Paniago é professor, conselheiro federal de Contabilidade (mandato 2026–2029) e especialista em governança, fiscalização e finanças públicas; ele destaca falhas na conclusão, operação e conservação de obras de saneamento.
Segundo Paniago, a rede pode ser instalada até a calçada sem que o ramal domiciliar seja ligado, a água pode ser distribuída irregularmente e o esgoto coletado pode não ser tratado adequadamente.
Ele aponta falta de continuidade administrativa, capacidade técnica, fiscalização, manutenção e integração entre União, Estados e Municípios como causas de fracasso das obras.
Paniago critica o incentivo político em contratar e inaugurar obras — mais visíveis publicamente — em vez de reduzir perdas, ligar ramais e garantir tratamento e manutenção.
O especialista afirma que saneamento impacta saúde pública e condições de vida, e que o sucesso deve ser medido pelo efeito concreto na vida das pessoas, não apenas quilômetros de rede ou volume investido.
"O País já sabe o que precisa ser feito... O que permanece em aberto é se teremos a paciência institucional de concluir", diz Paniago.
2033 — prazo legal para universalização do saneamento
2026–2029 — mandato atual de Einstein Paniago como conselheiro federal de Contabilidade