Exata GO divulgou pesquisa proibida por liminar nesta quarta (19/8)
A Justiça eleitoral determinou suspensão até julgamento, com multa diária de R$ 1.000 por descumprimento.

Exata GO divulgou nesta quarta (19/8) pesquisa eleitoral mesmo diante de liminar que proibia a divulgação.
A desembargadora Aline Vieira Tomás assinou a decisão em 18/8 e fixou multa diária de R$ 1.000 em caso de descumprimento.
A liminar foi apresentada pela Coligação "Pra Goiás Seguir em frente", que move ação contra a pesquisa e terá o mérito julgado posteriormente.
A ação aponta irregularidades no levantamento: pergunta no questionário sobre o Governo do Amapá, ausência de indicação se a metodologia é espontânea ou estimulada e indício de aproveitamento de dados de outra pesquisa.
A relatora também apontou falta de indicação da fonte dos recursos e ausência do Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE) no registro, além de problemas na ordem de apresentação dos candidatos.
O relatório afirma que a lista de candidatos não estava em ordem alfabética nem randomizada, com indício de nomes fixos no topo, o que pode introduzir "viés cognitivo de primazia".
GO-03844/2026 — número de registro da pesquisa contestada
GO-05889/2026 — pesquisa anterior com indício de reaproveitamento de dados
10 a 15 de agosto — período de coleta de dados mencionado no processo
R$ 1.000 — multa diária fixada pela liminar
"O questionário consta pergunta relacionada ao Governo do Amapá" e há "indício de aproveitamento da coleta de dados", escreveu a desembargadora Aline Vieira Tomás no relatório.
Exata GO e GMV Mídia Externa foram proibidas de divulgar os resultados até o julgamento da representação; ambas foram intimadas para cumprimento imediato, e a decisão final ficará para o mérito da ação movida pela coligação de Daniel Vilela.