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Falta de energia é o principal entrave para confinamentos em Goiás

Expedição PeseBem, realizada de 15 a 19 de setembro, visitou 50 confinamentos e aponta infraestrutura e custos como problemas-chave.

Redação POLITICA.GO21 de set. de 2026 · 19h314 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Falta de energia é o principal entrave para confinamentos em Goiás
Reprodução: aredacao.com.br

A falta de energia elétrica é apontada como principal gargalo para a expansão dos confinamentos em Goiás.

Os dados coletados pela Expedição PeseBem devem subsidiar ações de capacitação, políticas públicas e medidas para melhorar processos de produção.

A expedição PeseBem percorreu cerca de 6 mil quilômetros entre 15 e 19 de setembro e visitou 50 confinamentos que reúnem mais de 1 milhão de animais.

Dezoito? Não — 19 profissionais participaram do trabalho de campo, com mais de 30 pessoas envolvidas na operação, e a pesquisa cobriu regiões Sul e Norte do estado.

Além da energia, foram identificados problemas de falta de mão de obra e de cobertura de telefonia e internet, principalmente em propriedades mais afastadas.

O presidente do Ifag, Armando Rollemberg, afirmou que as limitações na infraestrutura de energia dificultam a expansão da pecuária, especialmente na região Norte.

A expedição também registrou avanço no uso de tecnologia, crescimento da terminação intensiva e da integração lavoura-pecuária, e a presença de animais precoces nos confinamentos.

Foram encontrados casos de animais superprecoces, abatidos aos 14 meses com média de 23 arrobas, e propriedades com modelos que vão do confinamento total à integração lavoura-pecuária.

O levantamento detectou alto custo de reposição do gado: boi comprado por cerca de R$ 400 por arroba, venda projetada em R$ 340 a R$ 350 por arroba, e custos diários de produção entre R$ 13 e R$ 17 por animal.

Goiás figura entre os três estados brasileiros com maior número de animais confinados.

15 a 19 de setembro — período da expedição

~6.000 km — distância percorrida

50 confinamentos — visitados

>1 milhão — animais nos confinamentos visitados

19 profissionais — trabalho de campo

R$ 400/arroba — preço de compra do boi

R$ 340–350/arroba — preço de venda estimado

R$ 13–17/dia — custo de produção por animal

"Ficou muito claro que o principal gargalo em todo o estado de Goiás, principalmente na pecuária e na região Norte, é a energia", disse Armando Rollemberg durante a apresentação dos resultados.

Os dados coletados serão usados para orientar capacitação, políticas públicas e medidas voltadas à melhoria dos processos de produção.

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