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Familia luta 8 meses por marcapasso; paciente de 57 anos está em estado gravíssimo

Decisões judiciais de 4 e 7 de agosto exigem transferência; prazo de três dias e bloqueio de R$ 108,3 mil foram fixados

Redação POLITICA.GO21 de ago. de 2026 · 00h322 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Familia luta 8 meses por marcapasso; paciente de 57 anos está em estado gravíssimo
Reprodução: www.meganesia.com.br

Uma produtora rural de 57 anos, Silemar Ferreira da Fonseca, diagnosticada com doença de Chagas, está internada e intubada em estado gravíssimo na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, aguardando transferência para implante de marcapasso CDI.

A família busca o implante há cerca de oito meses e obteve decisões judiciais favoráveis em 4 e 7 de agosto; até a manhã de quinta (20) as ordens não haviam sido cumpridas.

Silemar está internada há aproximadamente 20 dias; o quadro agravou por complicações cardíacas que motivaram a indicação do CDI, segundo o filho Cleidimar Ferreira Pires.

O processo tramita na Vara da Fazenda Pública Estadual de Anápolis; uma decisão anterior determinou o implante em até 24 horas sob pena de multa, e a mais recente, assinada pelo juiz Gabriel Consigliero Lessa, exige transferência em três dias.

A nova decisão prevê bloqueio cautelar de R$ 108,3 mil nas contas dos responsáveis caso a transferência não seja comprovada ao final do prazo.

A Prefeitura de Anápolis, pela Secretaria Municipal de Saúde, afirma aguardar a liberação de vaga pelo SUS e busca leito em Anápolis, em Goiânia e pela Regulação Estadual para realizar o procedimento.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) respondeu que não recebeu solicitação de vaga da municipalidade e que o procedimento não integra o rol de serviços dos prestadores vinculados ao estado.

“Nós estamos pelejando já tem uns oito meses, correndo atrás para ver se põe esse aparelho”, disse o filho Cleidimar enquanto a família aguarda a transferência.

Se a transferência não for feita no prazo de três dias, o próximo passo previsto pela Justiça é o bloqueio cautelar de R$ 108,3 mil para forçar cumprimento e garantir o atendimento em unidade com cardiologia intervencionista.

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