Fim da escala 6×1 pode estourar custos em contratos terceirizados
Proposta aprovada pela Câmara reduz jornada de 44 para 40 horas; empresas contratantes precisam mapear exposição antes de possível mudança.

Proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais pode pressurizar contratos terceirizados.
A redução, se confirmada, representa cerca de 9% menos jornada individual e pode elevar salários, encargos e benefícios em contratos intensivos em mão de obra.
A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em maio; o Senado retomou o debate em agosto e ainda discute o tema.
Atividades como limpeza, portaria, vigilância, manutenção, logística e facilities têm dimensionamento de equipes diretamente ligado à jornada.
Se o período de funcionamento for mantido, menos horas por profissional exigirão reorganização de escalas, recomposição de equipes ou aumento de horas extras.
A atualização da NR 1 passou a contemplar riscos psicossociais no gerenciamento de riscos ocupacionais, aumentando a atenção ao excesso recorrente de horas trabalhadas.
Acumular horas extras para recompor jornada pode significar mais custo e maior exposição a questões de saúde e segurança dos trabalhadores.
Olhar apenas a folha do fornecedor não basta; cláusulas de reajuste, repactuação e reequilíbrio econômico-financeiro podem definir regras distintas para revisão contratual.
Compras, RH, Finanças, Jurídico e Operações devem identificar contratos mais sensíveis, conhecer formação de custos e acompanhar riscos trabalhistas dos fornecedores.
Quem mapear a exposição por cenário terá melhores condições de negociar e reorganizar operações antes de eventual mudança legislativa.
44→40 horas — proposta de redução da jornada semanal
~9% — diminuição aproximada da jornada individual
O debate legislativo ainda não tem desfecho; o próximo passo é a continuidade das discussões no Senado.