França registra 400 prisões durante protestos de 17 de maio
Manifestantes reuniram 550 mil pessoas em todo o país; Paris concentrou 110 mil participantes.

Pelo menos 400 pessoas foram detidas nas manifestações deste sábado (17) na França.
O governo contabilizou cerca de 550 mil participantes em todo o país, com 110 mil em Paris.
As prisões ocorreram após flagrantes durante confrontos e atos de vandalismo em diferentes cidades.
Houve registros de incêndio em um posto de atendimento ao turista e de saques em estabelecimentos comerciais.
Em Paris, polícia mobilizou contingente próximo à Champs-Élysées e ao Arco do Triunfo; essas áreas ficaram fora dos trajetos autorizados.
Bloqueios de via por manifestantes com coletes de alta visibilidade interromperam o tráfego em pontos da capital.
Autoridades disseram que a maioria dos atos foi pacífica, mas grupos distintos recorreram à violência em pontos isolados.
As manifestações partiram de protestos de estudantes do ensino médio em subúrbios ao norte de Paris e ganharam adesões por desigualdade, custo de vida e serviços públicos.
Os protestos deste sábado ocorreram em pelo menos 110 marchas autorizadas em múltiplas cidades e periferias.
"Não existe espaço para a violência na República", afirmou o presidente Emmanuel Macron nesta sexta (17), e ele disse que atos criminosos serão punidos.
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu atribuiu episódios de violência a grupos organizados e destacou o papel das forças de segurança na proteção de civis e do patrimônio.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que o ministério trabalhará em coordenação com o Poder Judiciário para formalizar ações penais nos próximos dias contra os envolvidos.
Analistas apontam que pressão sobre contas públicas e aumento dos custos de endividamento elevaram a insatisfação social, complicando a agenda econômica do governo.
O movimento remete ao Coletes Amarelos, iniciado em 2018 em repúdio a tributos sobre combustíveis e depois ampliado para debate sobre desigualdade e custo de vida.