Gasto com pessoal de Anápolis sobe a 50,22% e beira limite da LRF
Dados foram apresentados em audiência pública na Câmara pelo secretário Marcelo Olímpio e pelo prefeito Márcio Corrêa (PL).

Gasto com pessoal em Anápolis alcança 50,22% das receitas, perto do limite prudencial de 51,3% da LRF.
Os números foram mostrados em audiência pública na Câmara na sexta-feira (21) pelo secretário de Economia Marcelo Olímpio e pelo prefeito Márcio Corrêa (PL).
O percentual está em alta desde o primeiro quadrimestre de 2025; fechou 2024 em 44,47%, avançando quase seis pontos percentuais em 16 meses.
A prefeitura tem mais de 7 mil servidores, dos quais cerca de 1 mil são comissionados.
Entre maio de 2025 e abril de 2026, o governo municipal empregou R$ 901,6 milhões no pagamento de pessoal.
A dívida fundada é de R$ 1,829 bilhão e inclui operações de crédito — a maioria do mandato de Roberto Naves (Republicanos) — além de débitos trabalhistas e com empresas como a Equatorial.
A prefeitura registrou superávit primário de R$ 159,1 milhões entre janeiro e abril de 2026, com receita de R$ 735,7 milhões e despesas de R$ 587,8 milhões; houve R$ 3 milhões em restos a pagar.
A LDO de 2026 previa déficit primário de R$ 358 milhões para o ano; as receitas correntes subiram 11,78% frente ao mesmo período de 2025.
A arrecadação tributária caiu 2,6%, enquanto as receitas de transferências cresceram até 66%, totalizando R$ 1,177 bilhão em receitas correntes no primeiro quadrimestre.