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Goiânia discute retirada de árvores com previsão de mais calor e seca

Debate envolve critérios técnicos, responsabilidades municipais e compensações ambientais em casos recentes na cidade

Redação POLITICA.GO21 de ago. de 2026 · 13h022 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Goiânia discute retirada de árvores com previsão de mais calor e seca
Reprodução: ohoje.com

Goiânia discute a retirada de árvores em meio à previsão de mais calor, baixa umidade e risco de queimadas.

O Cimehgo prevê prolongamento da estiagem e ondas de calor a partir de setembro de 2026 por influência do El Niño.

A Amma afirma que o manejo segue o Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) de 2024, com vistorias técnicas de profissionais concursados e execução sob Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).

A legislação municipal exige compensação ambiental; a Amma define quantidade e espécies das mudas como contrapartida, e o município oferece plantio gratuito pelo aplicativo Goiânia + Verde.

Dados do Censo 2022 do IBGE apontam que 89,5% das vias públicas de Goiânia têm arborização; em 2023 a cidade recebeu o título de Cidade Arborizada do Mundo pela ONU.

Casos recentes reacenderam o debate: na Avenida 136, no Setor Sul, Comurg substituiu árvores no cruzamento com as ruas 148 e 132 durante horário de pico após vistoria que apontou raízes comprometendo a calçada, e o proprietário deverá plantar 14 mudas — oito aroeira-pimenteira, quatro ipê-branco e duas resedá — como compensação.

Moradores do Setor Sul relataram retirada noturna de duas árvores na Rua 132-A; a Amma diz que a supressão foi autorizada após vistoria solicitada pela proprietária do imóvel.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) afirma que o licenciamento de podas e supressões em áreas urbanas é competência primária dos municípios, com atuação supletiva do Estado em cerca de 0,1% dos casos.

O Ministério Público pode fiscalizar irregularidades e solicitar ao município autorizações formais, análises fitossanitárias e relatórios de compensação ecológica.

O arquiteto e urbanista Fred Le Blue afirma que copas de árvores e áreas permeáveis regulam temperatura por evapotranspiração, ajudando a reduzir ilhas de calor e melhorar drenagem urbana.

"O fenômeno favorece chuvas no Sul e bloqueia frentes frias, contribuindo para condições mais secas e quentes no Brasil Central", disse André Amorim, gerente do Cimehgo.

Especialistas recomendam articular o planejamento da arborização com o Plano de Drenagem Urbana e o Plano Diretor Urbanístico de Goiânia como próximo passo concreto.

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