Goiânia: Prefeitura anuncia corte de ponto a grevistas da Educação após decisão do TJ
Tribunal exigiu 70% de administrativos por unidade; Prefeitura diz que 5% descumpre e que cerca de 6 mil alunos são afetados

Prefeitura de Goiânia anunciou corte de ponto para servidores administrativos que descumprirem decisão do TJ-GO exigindo 70% de presença por unidade.
A decisão do desembargador Augusto Ventura fixou multa diária de R$ 5 mil ao Sintego, limitada inicialmente a R$ 100 mil, e permite verificação por registros de frequência.
Nesta quinta (27), servidores mantiveram a mobilização por valorização e plano de carreira, fizeram ato em frente ao Paço Municipal, levaram contracheques e entregaram uma carta de mais de quatro metros ao prefeito Sandro Mabel.
Uma comissão do Sintego foi recebida por representantes da Prefeitura; participaram Ludmylla Morais, presidenta em exercício do sindicato, e a deputada estadual Bia de Lima.
O Sintego afirma que a greve continua e pede reabertura formal da mesa de negociação; a Prefeitura diz que encerrou negociações por suposta influência político-eleitoral no movimento.
A Prefeitura afirma ter apresentado em 21 de agosto proposta com aumento do piso do Nível I para R$ 1.640, reestruturação progressiva da tabela até 2030, bonificação extraordinária na folha de agosto e antecipação da data‑base para janeiro.
O pacote prevê abono integral dos dias de paralisação, preservando remuneração, tempo de serviço, férias, 13º, gratificações, benefícios, progressões e demais vantagens funcionais e previdenciárias.
Secretarias municipais estimam impacto financeiro anual e acumulado do plano: • R$ 10,2 milhões — impacto em 2026 • R$ 31,2 milhões — 2027 • R$ 41,4 milhões — 2028 • R$ 51,9 milhões — 2029 • R$ 62,6 milhões — 2030 • R$ 197,3 milhões — impacto acumulado em cinco anos.
A Prefeitura afirma que cerca de 5% dos servidores não estariam cumprindo a determinação judicial e calcula que aproximadamente seis mil alunos sejam afetados pela paralisação.
A decisão judicial segue em vigor; a Prefeitura afirma que aplicará corte de ponto aos servidores que não cumprirem a ordem e o Sintego mantém mobilização.