Goiânia tenta reduzir dependência do carro com renovação da frota e ciclovias
Plano da Nova RMTC prevê 1.170 ônibus novos até 2026, incluindo 150 elétricos; desafio é atrair passageiros ao transporte coletivo

Goiânia aposta em renovação da frota e infraestrutura para tirar o carro do centro da mobilidade urbana.
A Nova RMTC prevê 1.170 ônibus climatizados até 2026, dos quais 150 serão elétricos, e renovação de veículos do BRT Norte–Sul e linhas alimentadoras.
O Brasil tinha 2.235 ônibus urbanos elétricos a bateria, trólebus e movidos a biometano em circulação em 2026, segundo levantamento da NTU; o Anuário 2025–2026 mostrou queda de 2,3% no número de passageiros em nove capitais em 2025.
Foram cerca de 395 milhões de passageiros transportados até outubro de 2025, contra 404,3 milhões no mesmo período de 2024; o volume ainda está abaixo dos 530,6 milhões registrados em 2018.
Goiânia enfrenta congestionamentos diários, longos deslocamentos e alta presença de automóveis e motocicletas, o que pressiona a disputa por preferência entre ônibus, carros particulares e apps de transporte.
Miguel Angelo Pricinote, mestre em Transporte e fundador do Mova‑se Fórum de Mobilidade, afirma que transporte coletivo deve ser indutor de desenvolvimento, qualidade de vida e sustentabilidade, e que frota mais confortável e menos poluente pode reduzir a dependência do automóvel.
“Se o ônibus ficar preso no mesmo congestionamento que o carro, a tendência é que o motorista continue escolhendo o veículo individual”, disse Miguel Angelo Pricinote ao explicar que tempo de viagem, velocidade comercial, confiabilidade, segurança e informação em tempo real são decisivos para migrar usuários do carro.
A bicicleta é apontada como alternativa para deslocamentos curtos, mas exige ciclovias conectadas, bicicletários, calçadas adequadas, travessias seguras e integração com terminais e estações para virar modal cotidiano.
O Dia Mundial sem Carro, em 22 de setembro, tem papel pedagógico; a mudança permanente, porém, depende de políticas públicas estruturantes que invistam na primeira e última milha e priorizem transporte coletivo e mobilidade ativa no espaço viário.