Goiás declara emergência ambiental por incêndios e proíbe queimadas até 31/10
Decreto nº 10.962 vale 120 dias e autoriza contratações temporárias e compras para combate ao fogo

Goiás declarou situação de emergência ambiental em todo o estado e proibiu o uso do fogo em vegetação entre 1º de julho e 31 de outubro de 2026.
O decreto nº 10.962 tem validade de 120 dias e permite contratação temporária de profissionais e aquisição de bens e serviços para enfrentar os incêndios.
O reforço operacional mobiliza diariamente 125 profissionais especializados só em unidades de conservação e integra a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e o Corpo de Bombeiros Militar.
A operação usa monitoramento por satélite, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Monitor de Queimadas para enviar alertas geolocalizados às brigadas, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e secretarias municipais.
Há bases do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais, equipes posicionadas em unidades de conservação e um posto de comando central em Alto Paraíso de Goiás; o Corpo de Bombeiros mantém efetivo em oito parques e 72 unidades operacionais.
Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ (Lasa/UFRJ) mostram 138.908 hectares queimados em Goiás até 16 de agosto de 2026, alta de 23,3% sobre os 112.686 hectares no mesmo período de 2025.
Em 2025, mais da metade dos cerca de 1.058.000 hectares queimados em Goiás concentrou-se no Nordeste Goiano, região que abriga remanescentes do Cerrado e as APAs de Pouso Alto e da Serra Geral de Goiás.
O Corpo de Bombeiros afirma que grande parte dos incêndios tem origem humana — queima de resíduos, manejo de pastagens e limpeza de terrenos — e orienta acionar o telefone 193 em casos de fogo.
125 profissionais — mobilizados diariamente somente em unidades de conservação
138.908 hectares — área queimada em Goiás até 16 de agosto de 2026
23,3% — aumento da área queimada em relação ao mesmo período de 2025
120 dias — validade do decreto nº 10.962
1º jul–31 out 2026 — suspensão do uso do fogo em vegetação
O próximo passo é ampliar contratações temporárias e compras de equipamentos e materiais para reforçar brigadas e reduzir novas ocorrências.