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Goiás exige medição anual de IMC em alunos da rede estadual

Lei 24.523, sancionada por Daniel Vilela, obriga avaliações antropométricas e protege dados dos estudantes

PRedação Política.GO12 de set. de 2026, 14h31· 17 acessos
Goiás exige medição anual de IMC em alunos da rede estadual
Wagner Machado Carlos Lemes from Goiânia, Brazil (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

Goiás passa a exigir avaliação antropométrica anual ou, no mínimo, medição do Índice de Massa Corporal (IMC) dos alunos da rede pública estadual, por força da Lei nº 24.523, de 9 de setembro de 2026.

A lei altera a Lei nº 20.456, de 22 de abril de 2019, que instituiu a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Obesidade Infantojuvenil, e foi sancionada pelo governador em exercício Daniel Vilela.

A proposta original foi apresentada pelo deputado estadual Karlos Cabral.

As avaliações serão organizadas pelo Poder Executivo estadual e pelas secretarias competentes, com peso e altura aferidos de forma individualizada e reservada.

O texto proíbe divulgação ou comparação dos dados corporais entre alunos, para evitar constrangimento, exposição pública ou estigmatização.

Dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) de 2025 mostram 43.900 crianças de zero a dez anos com obesidade registradas na Atenção Primária à Saúde em Goiás.

A cardiopediatra Mirna de Sousa afirmou que acompanhamento sistemático identifica variações atípicas no crescimento que passam despercebidas pelos responsáveis.

As especialistas endocrinologista Daniela Takamune, psiquiatra Anne Brito e a diretora da SBEM Flávia Coimbra relacionaram obesidade infantil à resistência à insulina e alterações metabólicas.

As autoridades alertam para uso off-label de medicamentos emagrecedores tipo “canetas”, citando a tirzepatida (Mounjaro), aprovada pela Anvisa para diabetes tipo 2 pediátrico com base no estudo SURPASS-PEDS, mas sem indicação para emagrecimento infantil.

Pesquisas citadas na matéria apontam fatores associados ao excesso de peso: desmame precoce, introdução de alimentos inadequados, fórmulas mal preparadas, inatividade física, redução do sono e refeições escolares desequilibradas.

O estudo também indica até 80% de chance de obesidade entre filhos de pais obesos, contra 7% quando nenhum genitor apresenta obesidade.

O educador físico André Luis dos Santos aponta desequilíbrio entre ingestão e gasto energético como causa primária, defende aleitamento materno protetor e aulas de Educação Física estruturadas com pelo menos 30 minutos de movimentação.

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