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Goiás perde US$ 16,8 milhões por mês com banimento europeu da carne

Fieg calcula impacto mensal combinado de US$ 3,83 mi (set‑dez/2026) e US$ 11,5 mi (2027); carnes bovinas respondem por US$ 171 mi em 2025

Redação POLITICA.GO11 de set. de 2026 · 18h044 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Goiás perde US$ 16,8 milhões por mês com banimento europeu da carne
Wagner Machado Carlos Lemes from Goiânia, Brazil (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

A suspensão de vendas brasileiras à União Europeia provoca prejuízo estimado de US$ 16,8 milhões por mês aos exportadores de Goiás.

Esse valor equivale a 8,1% das exportações goianas de produtos de origem animal e resulta da soma de perda mensal de US$ 3,83 milhões entre setembro e dezembro de 2026 e de US$ 11,5 milhões mensais em 2027.

A análise foi feita pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que registra exportações de US$ 190 milhões em produtos de origem animal para a UE em 2025; entre janeiro e julho de 2026 as vendas somaram US$ 96 milhões, 14% abaixo do mesmo período de 2025.

As carnes bovinas responderam por 90% das exportações de 2025, o equivalente a US$ 171 milhões; frigoríficos da JBS em Mozarlândia e da Minerva Foods em Palmeiras de Goiás são os mais afetados, diz a Fieg.

Desde 3 de setembro estão restritos à UE produtos como carne de aves, bovina e suína, peixes de cultivo, mel, equinos, ovos e tripas, por aplicação do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 sobre antimicrobianos.

A Comissão Europeia afirma que o Brasil não comprovou cumprimento das exigências em toda a cadeia, da criação ao abate; o Mapa passou a exigir comprovação documental para certificação internacional desde 3 de setembro.

O Ministério da Agricultura publicou a Portaria SDA nº 1.617/2026, que proíbe antimicrobianos como aditivos e estabelece novos procedimentos de controle para certificação sanitária.

A Fieg recomenda diversificar mercados para China, Estados Unidos, Japão, Indonésia e Coreia do Sul e reforçar rastreabilidade e certificação; cita Sisbov, status de área livre de febre aftosa sem vacinação e estrutura da Seapa como ativos para adaptação.

"Além do impacto econômico direto, a sanção pode levar outros países a adotarem posturas semelhantes", alertou o analista econômico da Fieg, Saulo Nogueira.

A expectativa é de reversão da suspensão para frango em novembro, após auditoria europeia; para carne bovina a restrição pode durar até meados de 2028, sem previsão de auditoria específica enquanto não houver ciclo completo de animais.

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