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Goiás se interioriza: dez cidades concentram 54,6% do PIB estadual

A participação dessas dez caiu de mais de 60% para 54,6%, sinal de que investimentos e produção se espalham pelo interior

Redação POLITICA.GO7 de set. de 2026 · 21h346 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Goiás se interioriza: dez cidades concentram 54,6% do PIB estadual
Reprodução: oanapolis.com.br

A economia de Goiás se interioriza: dez municípios concentram 54,6% do PIB estadual.

A queda desde mais de 60% para 54,6% mostra que riqueza e investimentos estão se distribuindo para municípios médios e pequenos.

Rio Verde subiu ao 2º lugar do ranking estadual e virou um dos maiores complexos agroindustriais do Brasil, com produção de grãos em larga escala, indústrias de processamento, tecnologia embarcada e corredor logístico para exportação; a cidade opera com superávit primário e despesas de pessoal bem abaixo dos limites da LRF.

Aparecida de Goiânia mantém um parque industrial diversificado e forte logística; Anápolis segue referência nacional no setor farmoquímico, na indústria automobilística e no Porto Seco, mas já tem gastos com pessoal acima do limite de alerta da LRF; Catalão sustenta sua economia pela mineração de fosfato e nióbio e por montadoras em produção contínua.

Jataí e Cristalina avançam com agricultura irrigada de alta produtividade; Itumbiara mantém força industrial e comercial; Luziânia cresce com agronegócio e comércio por causa do Entorno do Distrito Federal; Senador Canedo recebeu nota CAPAG A+, com contas equilibradas e baixa dependência de endividamento.

Goiânia tem o maior estoque nominal de dívida do estado, mesmo após recuperação fiscal que lhe garantiu CAPAG A e nova contratação de empréstimos internacionais e financiamentos para obras; Anápolis tem dívida líquida controlada, CAPAG B, mas forte pressão na folha de pagamento.

54,6% — participação das dez maiores cidades no PIB de Goiás

>60% — participação dessas cidades anos atrás

CAPAG A+ — nota de Senador Canedo

CAPAG A — nota de Goiânia

CAPAG B — nota de Anápolis

A mudança é gradual, mas já redesenha o mapa econômico de Goiás, com menor dependência de poucos polos e maior capacidade de resistir a choques setoriais.

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