Governo discute ‘superteto’, salário mínimo ao IPCA e fim gradual do abono até 2027
Propostas preveem limite fiscal sem exceções, correção do mínimo pela inflação e mudanças que podem reduzir serviços públicos.

O governo debate criar um “superteto” global sem exceções, indexar o salário mínimo ao IPCA e extinguir gradualmente o abono salarial, medidas que podem vigorar até 2027.
A indexação do salário mínimo ao IPCA pode gerar um impacto médio de R$ 1.200,00, sem aumentar poder de compra real.
A taxa Selic está em 13,25% ao ano e a inflação prevista para 2023 supera 6%, cenário citado como pano de fundo das propostas.
A dívida pública alcança cerca de 70% do PIB, e a inadimplência atinge perto de 5% da população, números usados para justificar controle fiscal.
A primeira PEC reúne seis pontos-chave e mantém um teto fiscal que exclui categorias específicas, além de atrelamento de novos salários ao índice da inflação.
Economistas divergentes avaliam os efeitos: “O mais importante é que o país encontre um jeito sustentável de controlar sua dívida, que atualmente está em 70% do PIB”, afirmou um economista em Brasília.
Investidores esperam que as medidas aumentem a confiança do mercado, mas condicionam essa reação a uma sinalização clara sobre o controle da dívida pública.
O governo eleito terá papel central na tramitação das PECs e outras leis, e antecipa um período de intensas negociações no Legislativo.
R$ 1.200,00 — impacto médio da indexação do salário mínimo ao IPCA
2027 — prazo possível para implementação das medidas
13,25% — taxa Selic atual
>6% — previsão de inflação para 2023
70% do PIB — nível da dívida pública citado
5% — taxa de inadimplência mencionada