Governo reajusta Bolsa Família: piso de R$600 para R$691; média sobe para R$777
Mudança vale nos pagamentos de outubro e traz impacto fiscal projetado em R$5,8 bilhões (2026) e R$22,7 bilhões (2027).

Governo elevou o piso do Bolsa Família de R$600 para R$691; benefício médio passa de R$675 para R$777.
O reajuste será aplicado nos pagamentos de outubro e terá impacto fiscal de R$5,8 bilhões em 2026 e R$22,7 bilhões em 2027.
Investidores brasileiros e estrangeiros divergiram no terminal da Bloomberg: estrangeiros interpretaram o aumento como medida recorrente em período eleitoral; brasileiros focaram nas consequências para a condução das contas públicas.
O debate citou o Auxílio Brasil de R$600 em 2022 e discutiu juros, resultado fiscal e dívida pública enquanto o mercado avalia despesas adicionais.
15,04% — percentual de correção informado pelo governo (INPC).
R$164 — Benefício de Renda de Cidadania por integrante.
R$173 — Benefício Primeira Infância por criança até sete anos incompletos.
R$58 — Benefício Variável Familiar por integrante elegível.
19,29 milhões — famílias atendidas em setembro.
R$678,18 — benefício médio antes do novo reajuste.
"A atualização foi calculada considerando as regras fiscais", afirmou o ministro da Fazenda Dario Durigan; "corresponde à recomposição da inflação", disse o ministro do Planejamento Bruno Moretti.
O governo informou que o reajuste será incorporado ao Orçamento e que o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 será ajustado para acomodar a nova despesa.