Greve da Caixa chega ao 13º dia e paralisa obras com recursos do banco em Goiás
Construtoras planejam suspender obras financiadas pela Caixa a partir de sexta-feira (25); prejuízos afetam medições, pagamentos e novos contratos

A greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal entrou no 13º dia e afeta serviços bancários que sustentam obras em Goiás.
Construtoras de Goiás devem paralisar todas as obras com recurso da Caixa a partir de sexta-feira (25), diz a liderança do setor.
João Victor Ribeiro, presidente da Federação Nacional das Pequenas Construtoras (Fenapc), afirma: “Está absolutamente tudo parado.” A Fenapc reúne mais de 2 mil empresas em 22 associações.
Ribeiro afirma que a Caixa detém 68% do mercado de financiamentos imobiliários no Brasil e que há 3 mil contratos por dia parados na análise por causa da greve.
A paralisação suspende novas contratações, atrasa medições mensais e pagamentos previstos até o dia 25, comprometendo o fluxo de caixa das empresas; Ribeiro prevê que “setembro está perdido”.
Dados da Caixa mostram 60 mil unidades em vigência apenas em Goiás e no Distrito Federal; muitas obras desse total usam recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
A categoria rejeitou a proposta de acordo do banco por 59,3% dos votos; o principal motivo da greve é disputa sobre o plano de saúde (Saúde Caixa).
O banco propõe, a partir de 2027, elevar o teto de participação no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 9% da folha, com contribuição do titular de 3,7% da remuneração-base e mensalidades para dependentes de R$ 560, R$ 660 e R$ 900 conforme faixa; o limite do grupo familiar seria 9%.
A Caixa afirma que não haverá reajuste nas mensalidades em 2026 e que assumirá o déficit do plano; também propôs reduzir a cobrança de consulta em pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120 e manter isenção de coparticipação na telemedicina.
O banco ofereceu reajuste de 4,6% já pago a outros bancários, equivalente a 0,6% acima da inflação, mas empregados dizem que o custo do plano anularia ganho real.
A greve segue por tempo indeterminado; se terminasse nesta semana, Fenapc estima que levaria aproximadamente um mês para regularizar a demanda represada.