Hugo Bravo ataca proposta contra casas de apostas e culpa Bolsa Família
Vice do Vila Nova diz que proibição reduziria 20% da arrecadação do clube e abriria espaço para jogo ilegal

Hugo Bravo criticou a proposta de proibir casas de apostas e afirmou que o Bolsa Família “escravizou o preguiçoso”.
Para o vice do Vila Nova, a proibição das bets significaria perda de cerca de 20% da arrecadação anual do clube, que hoje recebe R$ 12 milhões líquidos na Série B e poderia cair para R$ 6 milhões.
Bravo falou após a vitória do Vila Nova sobre o América-MG, afirmou que o país tem “mais Bolsa Família do que CNPJ registrado” e que o programa criou dificuldade para contratar funcionários no clube: “aqui no Vila nós sofremos, parindo porco-espinho para contratar funcionário.”
Ele comparou os efeitos das apostas aos do consumo de álcool e cigarro, defendeu taxação para reparar danos sociais e alertou que restrições excessivas “vão abrir espaço para o jogo ilegal, para as plataformas ilegais.”
O posicionamento do Vila Nova integra mobilização de clubes que pedem manutenção do mercado regulamentado com fiscalização e prevenção; Lula, por sua vez, afirmou que decidiu trabalhar pelo fim das plataformas de apostas e relaciona a medida ao endividamento e à ludopatia.
20% — perda estimada da arrecadação anual do Vila Nova
R$ 12 milhões — valor líquido atual recebido pelo clube na Série B
R$ 6 milhões — valor projetado se as receitas caírem pela metade
“O problema chama-se Bolsa Família, que escravizou o preguiçoso”, disse Hugo Bravo após a partida contra o América-MG.
O próximo passo concreto é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trabalhar pelo fim das plataformas de apostas no país.