Infra S.A. quer zerar dependência do Tesouro a partir de 2031
Plano 2027–2031 prevê receitas próprias suficientes para cumprir regra do Ministério da Gestão atualizada em 2025.

A Infra S.A. apresentou nesta quarta (30) um plano para deixar de depender de recursos do Tesouro a partir de 2031.
O Plano de Sustentabilidade Econômica e Financeira 2027–2031 prevê que receitas próprias cubram 105% das despesas de pessoal e custeio, percentual exigido pela regulamentação ministerial de 2025.
A estatal, vinculada ao governo federal e criada pela fusão concluída em 2022 entre a Empresa de Planejamento e Logística (EPL) e a Valec, incorporou a antiga estatal do trem-bala.
O plano aposta em três frentes de receita: estruturação de concessões e políticas públicas; exploração de infraestrutura; e prestação de serviços ligados a mercado e inteligência.
Na ferrovia, a Infra S.A. cita a exploração do corredor Fico–Fiol como projeto-chave, com geração de receitas prevista a partir de 2030.
A estratégia também inclui novas ofertas públicas de terminais ferroviários, revisão de contratos de terminais sob gestão e receitas sobre subconcessões da Ferrovia Norte–Sul e da Transnordestina.
A estatal pretende monetizar serviços do Observatório Nacional de Transporte e Logística (ONTL), como bases de dados, inspeções técnicas e serviços ambientais, além de ampliar cobrança por estudos e revisar a metodologia de preços.
A estruturação do portfólio começa em 2026; entre 2027 e 2028 a expectativa é ativar as primeiras fontes recorrentes de receita.
Hoje parte relevante das despesas é bancada pelo Tesouro; o Orçamento prevê R$ 849 milhões para a Infra S.A. em 2025.
Entre 2022 e 2025, as receitas próprias da companhia cresceram de R$ 6,5 milhões para R$ 74,2 milhões.