Kassio sinaliza arrependimento por ter se declarado impedido no caso Moraes
Pedido de vista de Flávio Dino pode abrir caminho para Kassio voltar a votar e acompanhar André Mendonça

Kassio Nunes Marques sinalizou a interlocutores que se arrependeu de ter se declarado impedido de julgar Alexandre de Moraes.
O pedido de vista de Flávio Dino, que adiou o caso para depois da eleição, pode permitir que Kassio retorne ao voto e acompanhe a ala liderada por André Mendonça.
Em 15 de setembro, Kassio deixou o plenário e afirmou que não se sentia "confortável" para participar "na condição de presidente do TSE"; Flávio Dino pediu vista nesse mesmo dia.
Em 22 de setembro, Kassio avaliava rever a decisão e participar do julgamento sobre o relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro a Moraes e dos demais processos do caso Master após as eleições.
A sessão foi interrompida com placar de 4 a 3 a favor de manter separadas as apurações sobre Moraes e Mendonça, sem análise do mérito.
O decano Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem de 27 páginas em 27 de setembro, listando diálogos que citam Kassio e pedindo respostas antes do plenário seguir.
Alguns magistrados interpretam a pressão sobre Kassio como alerta; outros a veem como chantagem.
90 dias — prazo máximo que uma vista pode suspender julgamento no STF, o que levaria o prazo até dezembro.
Kassio afirmou em plenário que nunca julgou processo ligado ao Master e que seu filho nunca prestou serviço nem foi remunerado pelo banco.
Flávio Dino avalia devolver o caso somente depois do segundo turno; passada a eleição, cai a justificativa usada por Kassio para se ausentar.