Levantamento aponta lixo como principal criadouro do Aedes em Barra do Garças
Inspeção de 24 a 28 de agosto vistoriou 1.931 imóveis; Secretaria de Saúde pede eliminação de recipientes com água.

Lixo é o principal criadouro do Aedes aegypti em Barra do Garças, aponta Levantamento Rápido de Índices realizado entre 24 e 28 de agosto em 1.931 imóveis.
Até a 34ª semana epidemiológica, Barra do Garças registrou 1.205 casos de dengue, 18 casos de chikungunya e seis casos de zika.
A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, inspecionou 1.931 imóveis distribuídos em cinco estratos entre 24 e 28 de agosto; maior índice apareceu nos bairros Alto da Boa Vista, Jardim Maria Lúcia (Dermat), Jardim Araguaia, Jardim Rainha de Fátima, Monte Sinai, Jardim Pitaluga, Serrinha, União, Vila Santo Antônio e Vila Varjão.
Entre os criadouros identificados, o lixo — recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas e outros materiais — foi o principal; em seguida vieram depósitos móveis dentro dos imóveis, como vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais, latas e caixas d'água usadas em obras.
Como muitos focos estão em residências e quintais, a eliminação depende da colaboração dos moradores; com o retorno das chuvas, água acumulada em recipientes expostos já pode favorecer a reprodução do mosquito.
1.931 imóveis — inspecionados entre 24 e 28 de agosto
1.205 casos de dengue — 658 confirmados laboratorialmente; 547 notificados pelos sintomas
18 casos de chikungunya — 10 confirmados laboratorialmente; 8 notificados pelos sintomas
6 casos de zika — 5 confirmados laboratorialmente; 1 notificado pelos sintomas
A Secretaria Municipal de Saúde recomenda descartar corretamente o lixo, eliminar recipientes que acumulam água, verificar vasos de plantas, proteger caixas d'água e vistoriar regularmente os quintais.
A orientação prática é que cada morador faça vistoria periódica no próprio imóvel e elimine criadouros antes que a água acumulada inicie novo ciclo de reprodução do mosquito.