Mais de 80% das UBS de Goiânia relataram falta de medicamentos essenciais
Levantamento nos primeiros 100 dias de 2025 visitou 81 UBS e 13 unidades de urgência; prefeitura foi obrigada a apresentar plano de ação.

Mais de 80% das unidades básicas de saúde (UBS) de Goiânia relataram falta de medicamentos essenciais, como antibióticos, analgésicos e psicotrópicos.
A prefeitura teve de apresentar um Plano de Ação e passou a ser alvo de fiscalização contínua para corrigir irregularidades na rede municipal de saúde.
Nos primeiros 100 dias de 2025 foram visitadas 81 unidades de atenção básica e 13 unidades de urgência e emergência; os técnicos registraram falta de profissionais, medicamentos, equipamentos e problemas nas instalações.
Dos 81 UBS vistoriadas, 67,9% não tinham gestor nomeado; 76% não tinham estratégia de substituição de profissionais; mais de 90% dos trabalhadores relataram sensação de insegurança no trabalho.
Foram apontados também infiltrações, forros danificados, banheiros com problemas, ar-condicionado defeituoso, cadeiras odontológicas e autoclaves sem funcionamento e deficiências de acessibilidade.
O diagnóstico contrasta com outros resultados da cidade: no Ranking de Competitividade 2025 Goiânia subiu para 95ª posição entre 418 municípios; em saúde, ficou bem em acesso e 9ª entre as capitais na qualidade.
Outros indicadores: Ideb 6,6 nos anos iniciais do ensino fundamental; 6ª posição no Ranking do Saneamento 2026 entre os 100 maiores municípios; PIB de R$ 75,8 bilhões em 2023, 15ª posição entre municípios brasileiros.
81 UBS visitadas — fiscalização nos primeiros 100 dias de 2025
13 unidades de urgência e emergência vistoriadas
67,9% — UBS sem gestor nomeado
>80% — UBS com falta de medicamentos essenciais
76% — sem estratégia de reposição de profissionais
O monitoramento passou a verificar abastecimento de medicamentos, recomposição de equipes, condições das instalações e funcionamento de equipamentos; algumas unidades já registraram reformas, novos equipamentos e recomposição de pessoal.