Marconi e Wilder atacam filas da saúde, contas e obras para desconstruir Daniel
Na reta final, os dois candidatos põem em dúvida a continuidade administrativa e contestam resultados do governo de Daniel Vilela

Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) intensificaram ataques ao governo de Daniel Vilela (MDB) na reta final da campanha.
A ofensiva mira provas concretas: filas na saúde, déficit fiscal, queda no efetivo policial e suposta perda de ritmo de investimentos.
Wilder colocou a fila da saúde no centro do confronto em debate do Mais Goiás, cobrou explicações sobre consultas, exames e cirurgias, e defendeu contratar leitos da rede privada; Daniel citou a ampliação hospitalar, policlínicas e mais de 35 mil cirurgias eletivas no último ano.
Marconi questionou a dimensão e a origem de novas unidades de saúde, afirmou que policlínicas teriam aproveitado estruturas dos antigos AMEs e ampliou a crítica à autoria de programas e obras da atual administração.
O tucano também listou obras que compara às suas gestões: rodovias, hospitais, escolas, saneamento e habitação, para argumentar perda de ritmo de investimentos.
Marconi afirmou que Goiás encerrou 2025 com déficit de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, projetou resultado pior para 2026, questionou a evolução da dívida e a condução do Ipasgo; ele disse ainda que o estado teria cerca de 4 mil policiais militares a menos que em 2018 e defendeu convocar aposentados e abrir concurso.
Wilder concentrou críticas na relação do governo com o agronegócio, atacou o Fundeinfra e a cobrança sobre o setor, pediu resultados para os recursos arrecadados; Daniel respondeu mencionando obras de infraestrutura em andamento e intervenções para escoamento da produção.
No debate público, saúde, infraestrutura, contas públicas, segurança e custos para o setor produtivo viraram o campo de disputa sobre o balanço dos últimos anos do governo.