Mercado de cuidadores cresce 74% em cinco anos e soma 57,2 mil CNPJs em 2025
Expansão acompanha envelhecimento populacional e projeto de lei que regulamenta a profissão avançou no Senado em março de 2026.

O número de micro e pequenas empresas de assistência domiciliar a idosos e pacientes cresceu 74% entre 2020 e 2025.
Em 2025 foram registrados 57,2 mil novos CNPJs nessa atividade, o que amplia oferta formal de serviços de cuidado.
O dado foi levantado pelo Sebrae com base em registros da Receita Federal, cobrindo empresas voltadas ao apoio domiciliar a idosos e pacientes.
O Censo 2022 mostrou que a população com 65 anos ou mais cresceu 57,4% em 12 anos, chegando a 22,2 milhões, ou 10,9% da população; o grupo de 60 anos ou mais somou 32,1 milhões.
O Projeto de Lei 76/2020 foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado em março de 2026 e segue para tramitação na Comissão de Assuntos Sociais.
A proposta exige idade mínima de 18 anos, ensino fundamental completo, qualificação profissional, condições de saúde física e mental e ausência de antecedentes criminais para cuidadores.
O texto prevê contratação como empregado, trabalhador doméstico ou MEI, jornada de até oito horas diárias e 44 semanais, ou escala de 12 horas por 36 de descanso.
A proposta estabelece transição de pelo menos três anos para exigir o curso de qualificação e dispensa da formação para quem tiver ao menos dois anos de atuação quando a regulamentação entrar em vigor.
O projeto também diferencia a atividade de cuidador das atribuições exclusivas de profissões regulamentadas e inclui cuidadores de crianças, adolescentes, pessoas com deficiência e com condições incapacitantes, além do cuidador social em instituições de acolhimento.
O Sebrae aponta qualificação contínua, personalização do atendimento, regularização e uso de tecnologia como pontos chave para estruturar negócios no setor.
Cursos citados como relevantes incluem primeiros socorros, manejo de doenças crônicas e noções de gerontologia.
Ferramentas digitais podem registrar atividades, produzir relatórios, acompanhar atendimentos e facilitar comunicação com familiares, transformando o modelo de negócio.
O projeto ainda precisa avançar no Senado e ser analisado pela Câmara dos Deputados para virar lei.