Mineração eleva PIB e arrecadação em Goiás, mas risco de ‘pós-mina’ preocupa
Pesquisa do IMB mostra ganhos econômicos — e falhas em saúde, educação e diversificação em debate no Goiás Mineral (23).

A atividade mineral aumentou cerca de 32% o PIB e elevou em 30% a arrecadação municipal em Goiás.
O estudo do Instituto Mauro Borges (IMB) aponta também crescimento médio populacional de 6%, queda de 9% na necessidade de programas sociais e redução de quase 4% na desigualdade, mas registra falta de melhora no ensino e em atendimento médico.
O levantamento “Goiás em Dados – A Influência da Mineração no Estado” foi apresentado no evento Goiás Mineral, do Sindicato da Indústria da Mineração do Estado de Goiás e Distrito Federal (Minde), na quarta (23), e comparou mais de 80 indicadores entre cidades mineradoras e similares sem mineração.
O diretor executivo do IMB, Erik Figueiredo, destacou impactos nos salários e na vida social local e avisou sobre a necessidade de planejamento para quando as jazidas acabarem.
O presidente do conselho do Minde, Luiz Antônio Vessani, citou Catalão como exemplo de cidade com economia diversificada, e apontou Alto Horizonte e Crixás como casos de forte dependência e risco de paralisação.
O governador Daniel Vilela (MDB) anunciou que o governo vai reestruturar a governança do setor para atrair investimentos e ampliar produção, com foco em minerais estratégicos e terras raras.
O estado é hoje o terceiro maior produtor mineral do país e aposta no projeto Carina, da Aclara Resources, em Nova Roma, como potencial segunda operação comercial de terras raras junto à Serra Verde, em Minaçu.
“Quando ela sair, você precisa ter algo pra ocupar o espaço dela”, disse Erik Figueiredo no evento, resumindo o alerta sobre a dependência econômica.
32% — aumento aproximado do PIB nos municípios mineradores
30% — incremento aproximado na arrecadação municipal
6% — crescimento populacional médio nas cidades mineradoras
9% — queda na necessidade de programas sociais
4% — redução na desigualdade de renda
54% — queda nas notificações de violência doméstica
O próximo passo anunciado pelo governo é reestruturar a governança do setor e priorizar projetos de terras raras, com o acompanhamento de investimentos como o projeto Carina.