Ministério da Saúde define diretrizes para formar médicos alinhados ao SUS no 64º COBEM
Em Porto Alegre, entre 17 e 20 de setembro, SGTES pediu ênfase em atenção primária, preceptoria e articulação com o MEC para barrar formações precarizadas.

O Ministério da Saúde apontou, no 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), diretrizes para integrar a formação médica ao SUS, com foco em atenção primária e preceptoria de qualidade.
A proposta exige coordenação permanente entre Ministério da Saúde, Ministério da Educação e instituições de ensino para garantir rigor na avaliação dos cursos e impedir formações precarizadas.
O congresso ocorreu de 17 a 20 de setembro em Porto Alegre e reuniu instituições de ensino, gestores, docentes, estudantes e profissionais de todo o Brasil.
No primeiro dia, o secretário da SGTES, Felipe Proenço, participou da mesa “Formação Médica e Desenvolvimento da Força de Trabalho para os Sistemas de Saúde” e representou o ministro Alexandre Padilha na abertura oficial.
Proenço destacou a necessidade de aproximar a educação médica das demandas do SUS, conectando a formação às necessidades concretas da população e dos territórios.
No dia 18, a coordenadora-geral de Integração Ensino-Serviço-Comunidade da SGTES, Emille Cordeiro, fez a conferência “Rede Hospitalar de Ensino no Brasil: Desafios e Perspectivas” sobre o papel estratégico da rede hospitalar na formação e qualificação do cuidado.
Também em 18 de setembro, a SGTES participou da mesa “Especializações: Todos os Caminhos Levam ao (Mesmo) RQE?”, debatendo formação especializada e o Registro de Qualificação de Especialista.
No sábado, 19 de setembro, a SGTES levou a mesa “Política Nacional de Residências em Saúde: O que Construímos, Implementamos e para Onde Vamos”, em que representantes da Coordenação-Geral de Residências em Saúde discutiram trajetória, iniciativas e próximos desafios para a formação em serviço.
O MS citou parcerias com o MEC, a Organização Pan-Americana da Saúde e a Associação Brasileira de Educação Médica para construir diretrizes mais sólidas e aproximar a formação das expectativas da sociedade.
64º COBEM — 17 a 20 de setembro, Porto Alegre
“A formação médica precisa estar conectada às necessidades concretas da população e dos sistemas de saúde”, disse Felipe Proenço durante a mesa de abertura.
As mesas discutiram avaliação de cursos, fortalecimento da rede hospitalar de ensino, o RQE e os desafios da Política Nacional de Residências em Saúde.