Justiça

MPor pede alíquota zero do Imposto Seletivo para aeronaves sustentáveis

Ministério enviou minuta de MP à Fazenda com regras de transição e critérios permanentes antes do início da cobrança em 2027

PRedação Política.GO10 de set. de 2026, 16h33· 33 acessos
MPor pede alíquota zero do Imposto Seletivo para aeronaves sustentáveis
Agência Senado from Brasilia, Brazil (CC BY 2.0) via Wikimedia Commons

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) pediu alíquota zero do Imposto Seletivo para aeronaves que atendam critérios de sustentabilidade.

A medida busca fixar regras para incidência do tributo antes do início da cobrança previsto para 2027.

A proposta foi enviada à Fazenda pela Secretaria Nacional de Aviação Civil na forma de minuta de Medida Provisória com regras transitórias e critérios ambientais permanentes.

A Lei Complementar de 2025 já prevê possibilidade de alíquota zero para embarcações e aeronaves com zero emissão de CO2 ou alta eficiência energético-ambiental, segundo o texto.

Na fase de transição, a minuta sugere alíquotas semelhantes às do IPI para aeronaves na posição 88.02, mantendo zero para aeronaves de concessionárias de linhas regulares, agrícolas registradas no Registro Aeronáutico Brasileiro e de segurança pública.

Para táxi aéreo, a proposta prevê alíquota reduzida de 3,25%; aeronaves elétricas, híbridas, certificadas pela OACI ou para combustíveis sustentáveis teriam alíquota zero.

O documento cita reuniões técnicas em julho de 2026 nas quais a Fazenda teria sinalizado uma regulamentação em duas etapas: transição com alíquotas do IPI e regulamentação definitiva.

O estudo usado pelo MPor indica que a ausência do tratamento poderia elevar preços do setor em até 17,3%.

A minuta levou em conta manifestações da Abag, SNETA, Abear, AIAB e Sindag sobre impactos em investimento, renovação de frota e custos de leasing e IOF internacional.

Em 8 de setembro, Daniel Bassani, gerente de Relações Institucionais da Embraer, afirmou que a regulamentação poderia aumentar em cerca de 6,5% o custo de aquisição de aeronaves caso sejam retiradas reduções e isenções de IPI.

A Fazenda, até o momento, ainda não se manifestou oficialmente sobre o pedido do MPor.

O próximo passo é a análise da minuta pela Fazenda e a possível edição da Medida Provisória antes da regulamentação definitiva.

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