Nenhum estado atinge 95% de vacinação contra sarampo em crianças menores de 2 anos
Cobertura nacional com duas doses está abaixo de 80%, abaixo do necessário para impedir circulação sustentada do vírus.

Nenhum estado brasileiro alcança a meta de 95% de vacinação contra o sarampo em crianças menores de 2 anos.
A cobertura nacional com duas doses da tríplice viral está abaixo de 80%, nível insuficiente para impedir a circulação sustentada do vírus.
Nos anos de 2024 e 2025, Ceará, Paraná e Minas Gerais lideraram a cobertura vacinal; Amapá, Pará e Maranhão registraram os piores índices.
Países da região com surtos preocupantes incluem Peru e Bolívia, que relataram milhares de infecções; Argentina, Paraguai, Canadá, México e Guatemala também têm casos relevantes.
Nos Estados Unidos, a queda na vacinação resultou em mais de 3,6 mil casos de sarampo em 2026, e Nova York declarou estado de emergência.
No Brasil, em 2026 foram registradas pouco mais de 50 ocorrências de sarampo, a maioria em São Paulo; casos importados seguem sendo identificados.
A primeira dose da vacina garante imunidade entre 94% e 96%; duas doses elevam a proteção para mais de 97%.
Especialistas apontam desinformação e baixa percepção de gravidade como causas da queda na cobertura; o infectologista Renato Kfouri, vice‑presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, afirmou: "Coberturas elevadas e homogêneas são essenciais para prevenir a transmissão sustentada do vírus."
Declarações controversas de figuras públicas nos Estados Unidos associaram vacinas ao autismo, apesar de estudos científicos não sustentarem essa ligação.
A Organização Mundial da Saúde reforça que as vacinas são seguras e essenciais e pede que governos adotem políticas baseadas em evidências científicas para aumentar a imunização.