Padilha visita fábrica da Novamed em Manaus e anuncia expansão de 30%
Ampliação inclui novo Centro de PD&I; grupo tem registros de análogos de GLP‑1 e produção nacional reduz preços

Ministro da Saúde Alexandre Padilha visitou nesta quinta (10) a fábrica da Novamed, do Grupo EMS, em Manaus (AM).
A nova área amplia em 30% a planta fabril e inclui um Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para ampliar oferta de tratamentos no Brasil.
O Grupo EMS possui nove registros na Anvisa de medicamentos análogos ao GLP‑1, com princípios ativos semaglutida e liraglutida.
Padilha afirmou que a Novamed lançou “a primeira caneta emagrecedora 100% desenvolvida no Brasil, de acesso à população”, e disse que o produto já é líder do mercado da semaglutida.
O ministro disse que a produção nacional “já está praticando três vezes mais barato” e que apropriar a tecnologia ajudará no tratamento do diabetes, da obesidade e potencialmente de outras doenças crônicas e câncer.
Desde 2025 o SUS avalia os impactos das canetas no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, e a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) analisa a demanda pelo uso da semaglutida.
Antes do vencimento de patente, em setembro de 2025, o Ministério abriu convocação para empresas apresentarem registros priorizando produção nacional, e a Anvisa recebeu prioridade na análise dos pedidos.
O ministério afirma que a estratégia já trouxe 14 canetas registradas e produtos com preço 70% mais baixo no mercado.
Em junho, o Ministério iniciou um protocolo no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, para acompanhar cerca de 250 pessoas com obesidade grave ou indicação para cirurgia bariátrica, avaliando efeitos clínicos, operacionais e econômicos.
30% — ampliação da planta fabril da Novamed
9 — registros na Anvisa de análogos ao GLP‑1 do Grupo EMS
14 — canetas registradas após a estratégia do ministério
70% — redução de preço já observada no mercado
O próximo passo é a conclusão da análise da Conitec sobre o uso da semaglutida no SUS e os resultados do protocolo com 250 pacientes no Grupo Hospitalar Conceição.