Papa Leão XIV: extrema‑direita não representa o cristianismo
Declaração foi dada em entrevista no voo de Metz a Roma; ele citou o partido alemão AfD e pediu retorno aos valores do Evangelho.

O Papa Leão XIV afirmou que grupos de extrema‑direita que misturam política radical e religião “não representam uma expressão autêntica do cristianismo”.
Ele citou o partido alemão AfD como exemplo e pediu “voltar aos valores do Evangelho”, além de apoiar maior participação política de pessoas de boa vontade.
A declaração ocorreu em entrevista coletiva no voo de Metz, França, para Roma, após visita ao país; Leão XIV disse que o fenômeno aparece na Alemanha e em outras partes da Europa e do mundo.
O pontífice afirmou que dirigentes das Igrejas Católica e Protestante da Alemanha compartilham a avaliação sobre essa religiosidade misturada com política.
Sobre inteligência artificial, Leão XIV declarou: “Acredito que as preocupações levantadas por muitos especialistas em IA devem ser levadas a sério”, rejeitando rotular esses alertas como fake news.
No tema militar, ele criticou a corrida armamentista, disse que há grupos que obtêm “enormes lucros promovendo a guerra” e defendeu usar recursos em saúde, habitação e empregos.
Leão XIV pediu que líderes da Rússia, da Ucrânia e de outros países em conflito se encontrem para negociar soluções e afirmou que potências têm buscado impor interesses pela força.
Questionado sobre abusos na Igreja, disse que crimes eclesiais atingem diretamente a fé das vítimas: “a vida de fé das pessoas é profundamente ferida e, às vezes, até destruída”.
O papa confirmou que recebeu convite para visitar a Alemanha e declarou que gostaria de ir; a única viagem já programada para 2027 é à Coreia do Sul, em agosto, para a Jornada Mundial da Juventude.