PIB da Argentina cai 0,6% no 2º tri e chega ao pré‑eleitoral de 2027 fragilizado
Contração trimestral interrompe sequência de expansão; PIB anual sobe 2% impulsionado por exportações

A economia argentina encolheu 0,6% no segundo trimestre de 2026 frente ao trimestre anterior.
O resultado ocorre a cerca de um ano das eleições presidenciais de 2027 e pode virar argumento central sobre emprego e renda.
O Produto Interno Bruto cresceu 2% na comparação com o segundo trimestre de 2025, impulsionado por exportações de energia e produtos agrícolas, enquanto consumo e investimento recuaram.
O PIB dessazonalizado caiu 0,6% em relação ao primeiro trimestre; a tendência‑ciclo avançou 0,8% no período.
O consumo privado recuou 2,4% no segundo trimestre e a formação bruta de capital fixo caiu 11,1% na comparação anual.
Setores de agricultura, energia e mineração tiveram desempenho positivo; comércio varejista, construção e indústria manufatureira registraram queda de atividade e emprego.
O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que 13 dos 16 setores analisados cresceram no primeiro semestre.
A inflação anual estava em cerca de 34% no período citado; o governo ressalta a desaceleração desde níveis superiores a 200% no início do mandato de Javier Milei.
0,6% — queda do PIB no 2º tri de 2026 frente ao 1º tri
2% — crescimento do PIB na comparação anual (2º tri de 2026 vs 2º tri de 2025)
2,4% — recuo do consumo privado no 2º tri
11,1% — queda da formação bruta de capital fixo em 12 meses
246,3 mil — postos assalariados privados formais perdidos desde antes da posse de Milei
30 mil — redução no número de empresas no mesmo intervalo
3,7% — desvalorização do peso frente ao dólar até agosto
21% — alta dos preços ao consumidor acumulada até agosto
"Quero levar a alta mensal dos preços para menos de 1%", disse o presidente Javier Milei.
Economistas divergem sobre o próximo trimestre: Fernando Marull projeta nova contração no 3º tri, enquanto Osvaldo Giordano espera estabilidade; Carlos Melconian alerta pressão sobre as famílias.
O governo reduziu sua projeção de crescimento de 5% para 3% em 2026; economistas consultados pelo Banco Central estimam expansão próxima a 2%.