Presidente da OAB-GO quer mandatos fixos para ministros do STF
Rafael Lara defende período de 10–12 anos, revisão na escolha de ministros e convoca debate público em 7 de outubro.

Rafael Lara, presidente da OAB-GO, defendeu mandatos fixos para ministros do STF em entrevista ao programa Opinião em Debate, da Rádio Bandeirantes Goiânia, na manhã desta quinta-feira (1º).
Ele pediu alteração na composição e no modelo de atuação do Supremo e anunciou participação na sessão pública em Goiás no dia 7 de outubro, às 9h, no auditório da OAB-GO.
Lara disse preferir mandatos de duração determinada em vez da atual vitaliciedade até aposentadoria compulsória, citando 12 anos como sua preferência, mas sem fechar número.
O presidente criticou o modelo atual de nomeação, que permite indicação livre pelo Executivo, e comparou-o ao sistema do STJ e tribunais estaduais, onde há triagem prévia pela magistratura, advocacia e Ministério Público.
Ele rejeitou a seleção de ministros por concurso público, dizendo que o método seria incompatível com o papel constitucional da Corte.
Lara afirmou que o STF tem extrapolado atribuições, citando o "inquérito das fake news", em tramitação por sete anos, como exemplo de atuação indevida da Corte.
O dirigente também criticou as transmissões ao vivo das sessões em rede nacional, afirmando que "julgamento não é jogo de futebol" e que a transmissão promove espetacularização e fala mais para a opinião pública do que para os autos.
12 anos — preferência pessoal de Rafael Lara, sem número fechado
10 anos — alternativa defendida como compatível
8 anos — prazo citado por terceiros, considerado curto por Lara
7 anos — tempo de tramitação do inquérito das fake news
A sessão pública em Goiás será conduzida pela conselheira federal Ariana Garcia, começa às 9h do dia 7 de outubro no auditório da OAB-GO, e é aberta a advogados e cidadãos interessados.